
Migrar de hospedagem sem o site sair do ar
Dá para trocar de casa sem fechar a loja. O que exige cuidado não é copiar arquivos: é a ordem das etapas e o DNS.
Em resumo
- A migração acontece com o site antigo no ar o tempo todo; a troca é só no final, no DNS.
- Reduza o TTL do DNS dias antes: é o que faz a virada levar minutos em vez de horas.
- Mantenha o servidor antigo ligado por uma semana depois da virada.
Migração mal feita é o que dá má fama ao assunto: alguém copia os arquivos, aponta o domínio e passa dois dias com metade dos visitantes vendo o site antigo e a outra metade vendo erro. A migração em si não derruba nada — a ordem é que resolve.
A sequência que funciona
- Prepare o destino. Servidor novo configurado, mesma versão de linguagem e banco, certificado já emitido.
- Copie e teste. Suba uma cópia e abra por um endereço temporário. Teste o que gera dinheiro, não só a home.
- Baixe o TTL do DNS para 5 minutos, de 24 a 48 horas antes. Esse é o passo que quase todo mundo pula.
- Congele alterações. Nada de publicar conteúdo entre a última sincronização e a virada.
- Sincronize de novo e vire o DNS. Com TTL baixo, a mudança se espalha em minutos.
- Acompanhe. Erros, formulário, e-mails saindo, certificado válido.
O site antigo fica ligado mais uma semana. Ele é o seu plano B, e custa uma mensalidade.
O que costuma ser esquecido
E-mail do domínio, tarefas agendadas, integrações com sistemas externos que guardam o IP do servidor antigo, e redirecionamentos antigos que existiam só na configuração do servidor anterior. Faça a lista antes — depois da virada, cada esquecimento vira chamado.
Perguntas frequentes
Vou perder posição no Google?
Se os endereços continuarem os mesmos e o site não ficar fora do ar, não. O que derruba posição é URL mudando sem redirecionamento.
Quanto tempo leva?
Um site institucional comum leva algumas horas de trabalho, espalhadas por dois ou três dias por causa do DNS. Sistema com banco grande e integração pede janela planejada.
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